Eis a Sua Orquestra

Não só em tempos difíceis que devemos lembrar DELE para pedir ajuda. ELE está presente a todo momento entre nós. Seja a sorrir ou a chorar eis que dita direções a conselhos através de sinais. Se o homem seguirá é livre arbítrio, porém, não haverá desculpas…

Nada sou, Apenas, Permito-me

Às vezes sem querer duvido do que sou e por que… Pego meus instrumentos e então começo a falar de amor. Partituras, pinturas, minha árdua agonia, por vezes até risos presos, incógnitas… Decifrar cifras, saídas ocultas, respostas caladas, soluções em avessas pautas. Tudo pode ser quando não se sabe por onde e aonde começa o início…Seria na leitura de um livro do termino para o início? Quantos “serás” já retruquei e mencionei aqui? É certo de que a resposta não virá no ato.

Começo a entender fio a fio o início vagaroso a unir fibras às cordas de um violino. Poderia, seria qualquer outro, porém, aquele instrumento que apontou o meu âmago, recomeço. Se era certo ou não, a imperfeição afinaria os primeiros acordes em tons mais graves. Não era nada e nem quero ser. Simplesmente sou o que Deus permite que eu seja. Nada mais além, nem muito breve que o, porém.  Apenas justo no que este plano permite.

Não procuro fontes carecidas de verdades, paz, humildade, simplicidade entre outras que nos traz e faz o bem. Procuro aquela que me construa e me refaça quando necessário, aquela que me aponte gritos inibidos, íngremes e outros agudos para que eu possa acordar para a vida, caso um dia vir a adormecer perdendo a consciência sem perceber…

Sei que meus, aqueles instrumentos que peguei há um tempo com o passar dos ponteiros irão envelhecer, assim como eu, mas, estarão mais sabeis como eu quem sabe um dia. Não posso afirmar nada quanto ao meu EU do amanhã, se não tentar ser o EU breve do agora, primeiro. O Sol pode se ausentar e eu ainda não ter aperfeiçoado ou cumprido desafios que propus a esse EU. Pode ser que até a aparição da Lua seja tarde, por isso me intensifico ao comprometer. No início não me assegurava no meu próprio apoio até que instrumentos me deram fibras ao timbrar aqueles tons que soavam violinos me fazendo detalhar em uma pausa uma palavra a Deus, Gratidão.

Não que eu tenha me encontrado por completo, todavia, diante daqueles fios à fibra descobri que ELE me completava de todas as formas fosse pela terra, pelo vento ou pelo mar TUA VOZ sempre vinha tranquilizar o meu peito. “Fez-me entender através das léguas percorridas por um caminhante no deserto que, mesmo com fontes carecidas a frente tomaria da água mais fresca de um cálice se aguardasse e confiasse com Fé o Milagre da Vida que o tornou Homem.”    

Ouvi estas palavras em oração. Oração que há dias não sabia da existência, do poder e o significado pra mim e por tudo aquilo que tenho ao redor. Seja do mais simples ao soberano Maestro do altar dos céus. Foi permitindo-me assim que descobrisse que nada sou enquanto “o solo de um violino” em meio a uma grande orquestra. Ora solo, ora em união, dependia muito do momento em que queria criar um elo com ELE. Aprendi a ser o maestro das minhas próprias partituras enquanto aprendia também a me descobrir e aceitar como sou tirando aquele mar de duvidas de minhas costas… Compreendendo e sabendo a lição após o signo da oração que:

“– Embora, eu aprenda a aperfeiçoar minha maestria,  ELE é quem rege a minha orquestra.”

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