Livre a Mudança

Em meio ao agito de todo dia em sua maioria pessoas não se dão o “Luxo” de pensar racionalmente no próximo passo, na próxima fase e se dentre estas hão empecilhos para continuar. Agilizam seus afazeres, papeis, documentos, planilhas, projetos… Todavia, será que está feliz com tudo isso ou já se tornaram atitudes incoerentes quanto o seu desejo de felicidade? Parar em alguma rodada do relógio seria o melhor a se fazer para organizar suas reais necessidades para viver ou ainda… sobreviver…

AMPULHETAS

Caminhando entre ruas e avenidas, procuro em uma delas um sinal nada tão frágil, mas também nem muito rigoroso… Procuro, nos cruzamentos dos sinais, o equilíbrio, porém, só encontro sinais findados ou simplesmente desabrochando em auroras. Na calmaria dos ventos imortais, consigo parar o tempo para pensar, criar e reestruturar um andarilho antigo. Todavia, por ser mortal de carne, o tempo não parará, nem sequer por um segundo, para isso. Esta é a correnteza e o desafio de todos que planejam algo para si, para alguém ou ainda indo mais além, para um todo. Desistir de ser eficaz em vida jamais, pois é através desta fonte de certeza que se enraizará a força para começar uma pequena ou imensa batalha. Por isso, para ter fibras para se apoiar após alguma queda, aprenda a olhar para o chão onde se firmam teus passos, do que para frente, onde só há o horizonte como foco.

O crescimento da criatura acontece debaixo para cima, por consequência, devemos firmar nossos passos na direção correta primeiramente, e, depois, enfatizar o foco, as objetividades, e as querências. Independente do que aconteça, a roleta do destino continuará girando e nossas chances abertas para apostas. Sabe-se que a vida não é um jogo de derrotas e vitórias, mas, na apuração de seu tempo, destaca-se aquele que aceitou as derrotas e, com elas, tornou-se forte, capaz e vitorioso, superando-as a cada instante. Temos uma imensidão de águas sobre areias diversas em um campo extenso de Fé, porém, não sabemos quantos grãos de areia sustentam nossa ampulheta vital e, nem quanto tempo nos resta para a missão em Terra… Acima de qualquer empecilho, existe o nosso feito junto da crença de cada um, onde será avaliado se terá mais uma chance para cumprir a missão ou mais um tempo para terminá-la.   

A missão de um homem só será subjetiva quando um manto azul cair sobre cabeças, abençoando o ato para efetivar o feito do objetivo… Uma mão concedeu o tempo, a ampulheta foi virada. Não sabemos o valor de cada grão depositado em seu interior, mas sabemos o nosso valor. Viva intensamente e ponderadamente o valor de cada ato, feito e marca, pois nós, como grãos isolados, não somos nada, porém, quando juntos, superamos a beleza do sobrenatural da vida.

 

Livro: O Garoto e o Senhor de Bengalas – O Jogo da Vida

 

    

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