Enfim, Saudades

Saudades daquilo que somos e não do que fomos. Possa ser que em algum momento daquelas vírgulas passadas deixei reticências, porém, para trás não mais olharei, entendi.

Hoje permito que novas reticências façam parte do meu futuro que asseguro ser diferente, pois, assim determinei. O riacho que um dia molhou meu orgulho, agora sorri para a minha compreensão, perdão, solução. O amor, a esperança, a dor e a solidão são invisíveis aos olhos… Todavia, na escalada dos tempos nostálgicos sentido farão por imaginação existir e intervalos ao topo emergir presença. O infinito silêncio pode até integrar a alma, mas, o sentido da saudade não mudará, por também fazer parte dela.

A vivência ecoa-nos capacidade como galhos que da raiz mais nobre se faz feto. Afeto, consideração, consciência, respeito e responsabilidades vêm do aconchego de berço. Logo, a saudade do que somos pode ser o reflexo do prólogo do início desse ciclo ou o um legado que já deixei e só vim aprimorá-lo viver enigmaticamente. Afinal a saudade por si só não é um verbo onde se pode ter sufixo ou prefixo para alternar o declarado sentido. E também não tem definições segmentadas a exatas sensações a morada, coração. 

Assegurarei na mais breve passagem então, onde nada mais me caberia do que tudo. Ao mesmo que feito partituras encerro uma canção… com a outra página a melodia continua, trêmula ou convencional ela sucede, pois, o aprendizado não depende do tempo e sim de nós mesmos, andarilhos, protagonistas da própria decisão. Tendo por assim dizer poderes para o início e o final da nossa era.

Talvez a saudade também seja assim a busca da sabedoria, o fim de uma dúvida no término de um dia, o memorando da decisão incerta que o fez certo. Tudo pode passar de um conceito, porém, no caminhar não existe o “acaso” apenas a certeza de que precisamos prosseguir… Não podemos e acredito que não queremos que um segundo sequer passe sem que sejamos notados, por isso não esqueça:

– Hoje ainda temos as reticências para continuar a escrever nossas páginas, capítulos e alguns versos mais, a concretizar vírgulas, intervalos, todavia, e o amanhã? Será que ainda teremos a ponte que liga as reticências a ele?

 

Enfim Saudade, querida, enigmaticamente Ideologia!

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